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Com a força do nosso amor e da nossa vontade , nós poderemos mudar o nosso destino e o destino de muita gente. (Paulo Coelho )

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Entrevista

Envelhecimento: novo assunto para as políticas públicas  


No fim de agosto o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou sua projeção da população para 2050. 01/09/2010 - por Marcelo Medeiros na categoria 'Entrevista'

No fim de agosto o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou sua projeção da população para 2050. Nesse ano, pela primeira vez o número de idosos será igual ao de jovens. Se em 2000 as pessoas com mais de 65 anos representavam 5% da população, na década de 50 deste século elas serão 18%, mesma porcentagem dos que terão entre zero e 14 anos. Em pouco mais de quatro décadas, o número de pessoas com 80 anos ou mais será quase oito vezes maior do que era há quatro anos. De 1,8 milhão, a quantidade pode chegar a 13,7 milhões.
Diante dessa situação, o IBGE alerta: “tais números revelam a importância cada vez maior das políticas públicas relativas à previdência, diante do crescente número de indivíduos aposentados, em relação àqueles em atividade. Também se tornam cada vez mais importantes as políticas de saúde voltadas para a terceira idade”. Porém não é isso que tem acontecido.
A socióloga Clarice Ehlers Peixoto, professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e autora de livros sobre a terceira idade, avisa que está na hora de o país se preocupar com o assunto. “Sendo um sistema de repartição simples, a seguridade social brasileira financia as aposentadorias com o salário dos ativos e a questão é: quem financiará as aposentadorias de amanhã, considerando o aumento assustador do mercado de trabalho informal e do subemprego?”. Peixoto, autora de "Família e Envelhecimento" (Ed. FGV 2004), afirma que essas pessoas, muitas vezes associadas ao ócio, são na verdade bastante ativas. Em tempos de dificuldade econômica cuidam de netos, ajudam afetiva e financeiramente filhos e buscam trabalho. “Um dos fatores para evitar que as pessoas de mais idade se sintam isoladas e improdutivas é permitir que continuem a exercer um papel dentro e fora do núcleo familiar”, defende.
Nesta entrevista, a socióloga, que já realizou pesquisas comparando a realidade dos idosos no Rio de Janeiro e em Paris, fala sobre as conseqüências do envelhecimento da população e as formas de amenizar problemas como depressão e ociosidade.
Rets - As ciências sociais só há pouco se interessaram pela temática da terceira idade. Qual o atual nível de produção acadêmica sobre o assunto no Brasil e por que essa demora?
Clarice Peixoto - De fato, na ultima década, houve um crescimento das pesquisas sociais, qualitativas e quantitativas, sobre a população de mais de 60 anos, e isto é reflexo das altas taxas de crescimento dessa população, maior do que a da população total. A partir do momento em que o Brasil deixa de ser "um país de jovens" e que a velhice, através do sistema previdenciário, passa a ser "um problema econômico e social", é natural que os estudos sociais se voltem para a análise desta questão. Nesse sentido, os pesquisadores não "demoraram" a se debruçar sobre o tema, apenas estavam mais interessados em outras questões sociais brasileiras.
Rets - A última projeção da população feita pelo IBGE revela uma tendência de envelhecimento acentuado da população. A previsão é de que em 2050 o número de idosos seja maior do que o de pessoas com até 14 anos. Quais podem ser as conseqüências desse fenômeno? As políticas públicas estão preparadas para a inversão da pirâmide etária brasileira?
Clarice Peixoto - As transformações nas relações familiares podem seguir um modelo mais individualizante no qual cada membro da família buscará a realização do seu projeto pessoal e de suas escolhas. Mas o universo da família não desaparecerá, pois ele é sempre uma referência importante para as trajetórias individuais.
Em relação às políticas públicas, a preocupação não é com a inversão da pirâmide etária, mas com o déficit da previdência social. Sendo um sistema de repartição simples, a seguridade social brasileira financia as aposentadorias com o salário dos ativos. A questão é: quem financiará as aposentadorias de amanhã, considerando o aumento assustador do mercado de trabalho informal e do subemprego? Esta deve ser a preocupação maior.
Rets - O processo de envelhecimento é gradual. Mas e quanto à consciência de estar em uma nova etapa de vida? Pela sua observação, quais os principais conflitos que ocorrem quando as pessoas se dão conta de que estão na terceira idade?
Clarice Peixoto - Um dos principais momentos de apreensão do avançar da idade é a aposentadoria, pois ela reflete o princípio da vida não-produtiva, da inatividade. Se em décadas anteriores, ela representava o inicio do processo de envelhecimento, hoje, com o prolongamento da vida e os avanços da medicina, a aposentadoria preocupa pela incerteza de se manter um nível de vida próximo àquele do período de atividade. Assim, o retorno ou a permanência no mercado de trabalho pode se dar tanto para manter as mesmas condições de vida como para preencher o vazio social promovido pela liberação do tempo do trabalho, razões que não se excluem mutuamente.
Rets - A depressão é comum em pessoas da terceira idade. Como é possível lidar com isso no ambiente familiar?
Clarice Peixoto - A depressão não é inerente à velhice, indivíduos de todas as idades e camadas sociais são acometidos por depressão. Na França, por exemplo, o mais alto índice de suicídios é entre os jovens e não entre os velhos. Um dos fatores para evitar que as pessoas de mais idade se sintam isoladas e improdutivas é permitir que continuem a exercer um papel dentro e fora do núcleo familiar.
Rets - Como se dão, de forma geral, as relações em família com a pessoa mais velha? Em que momento o idoso costuma ser "excluído" das conversas e das decisões familiares e como se relaciona com isso?
Clarice Peixoto - Existem maneiras diferenciadas de tratar da velhice e as pesquisas que tenho realizado sobre relações entre gerações mostram uma participação importante das pessoas de mais idade nas atividades cotidianas familiares, principalmente quando existe coabitação entre gerações. No Brasil, a coabitação entre três ou quatro gerações é freqüente, principalmente nos casos de desemprego ou divórcio dos filhos/as. São os avós que vêm ao socorro de seus filhos/as, responsabilizando-se tanto pela manutenção da família quanto pela guarda dos netos. Muitos "criam” ou "cuidam" dos netos, o que favorece o desenvolvimento de múltiplas trocas, em todos os domínios — presentinhos, conselhos, passeios, ajudas, confidências, entre outras -, permitindo, assim, a construção de verdadeiros laços entre avós e netos. Estes foram os resultados de pesquisa comparativa entre França e Brasil que realizei em 2000.
Rets - É possível dizer que pessoas idosas exercem sua cidadania no Brasil?
Clarice Peixoto - A cidadania é direito de todos os indivíduos. Não se limita, portanto, a determinados grupos de idade ou camadas sociais. Em um país onde reinam tantas misérias, onde raras são as políticas voltadas para a infância, para os jovens e para a família, não é de estranhar o desinteresse pelas pessoas que já não são mais produtivas.
Contudo, o novo Estatuto do Idoso permite que esses indivíduos de mais idade reivindiquem seus direitos, em todos os domínios. No entanto, é preciso atentar para o fato de que em tempos de crise econômica, com altas taxas de desemprego entre jovens e adultos, são os aposentados que apóiam seus filhos e netos, seja através das transferências afetivas (cuidado dos netos, apoio moral, etc) seja das transferências materiais (financeira, pequenos serviços e moradia). É o que indicam as pesquisas qualitativas que tenho desenvolvido bem como os dados estatísticos do IBGE e os estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Rets - De que forma medidas de socialização de idosos como a Universidade Aberta da Terceira Idade (Unati), da Uerj, podem ser estimuladas?
Clarice Peixoto - A forma e a implementação cabem às políticas públicas. Em pesquisa que realizei sobre a Unati, ficou claro que as pessoas que buscam esses espaços de sociabilidade vêm em busca de novas amizades e de atividades físicas como os cursos de ginástica, ioga, dança de salão, oficina da memória (cursos mais solicitados na época da pesquisa - 1997). As Universidades da Terceira Idade oferecem atividades voltadas para a educação permanente mas, principalmente, a possibilidade de estabelecer relações entre as pessoas da mesma idade e, também, com as gerações jovens. Reconhecer a importância dessas instituições e práticas sociais permite uma melhor compreensão dos mecanismos de construção de uma nova representação da velhice.
Fonte : http://portalenvelhecimento.org.br

Manual de Prevenção de Quedas em Idosos

www.portaldoenvelhecimento.org.br/artigos/julho2010f.pdf

Sindrome de Fragilidade

O que é ser frágil para você ?
 
Introdução        
Idoso Frágil: aquele que sofreu declínio funcional em conseqüência da combinação de efeitos de doença e idade
O idoso frágil é extremamente vulnerável a uma piora na capacidade funcional
Os idosos, sobretudo o idoso frágil, apresentam várias demandas em relação à saúde.
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Importância

A identificação, avaliação e tratamento do idoso frágil constitui ainda grande desafio
Alta prevalência na comunidade:
entre 10 e 25% > 65 a
46% > 85 anos
Representa alto risco para mortalidade, institucionalização, quedas, internações.
Maior prevalência em mulheres, negras, com baixa escolaridade, menor renda, pior estado de saúde, com taxas mais altas de comorbidades crônicas e incapacitação.

Importância
Maior prevalência em mulheres, negras, com baixa escolaridade, menor renda, pior estado de saúde, com taxas mais altas de comorbidades crônicas e incapacitação.

Alterações subjacentes
Declínios fisiológicos do envelhecimento: depuração da creatinina, volume expiratório forçado, velocidade de condução do nervo, sensibilidade insulínica, massa muscular, força
"anorexia do envelhecimento": multifatorial (diminuição do paladar e do olfato, dentição precária, depressão, demência, etc).
Esta anorexia leva à sarcopenia

Síndrome clínica de fragilidade
Sintomas:
Perda de peso
Fraqueza
Anorexia
Inatividade

Síndrome clínica de fragilidade
Sinais:
Sarcopenia (imobilidade e sedentarismo)
Osteopenia
Alteração da marcha e do equilíbrio
Descondicionamento
Desnutrição
Marcha lentificada

Desfechos adversos da Fragilidade         
Quedas
Lesões
Doenças agudas
Hospitalizações
Incapacitação
Dependência
Institucionalização
Morte

Manifestações clínicas do idoso
com fragilidade
sobretudo o idoso frágil são silenciosas e atípicas
Delirium, incontinência, quedas, imobilidade, etc.


Sempre investigar !!!
Pesquisar polifarmácia e iatrogeniaPesquisar úlceras de pressão
Pesquisar capacidade funcional, cognição, humor, equilíbrio, comunicação, mobilidade, eliminações, nutrição, recursos sociais e ambientais

Tratamento
Sempre procurar ajuda médica em primeiro lugar para:
Tratar a dor
Estimular capacidade funcional
Estimular autonomia
Exercícios de resistência e equilíbrio
Reposição hormonal
Suporte nutricional e social
Solicitar exames laboratoriais
Tratar as causas e fatores associados

 
Fried e cols. (2001)
 
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Doenças, imobilidade, depressão e medicamentos podem iniciar ou acelerar o ciclo da fragilidade
Declínio energético + queda da taxa metabólica + declíno de força, de gasto energético e de mobilidade

Entrevista

Nesta quarta feira  dia 27/10/2010 no programa PRA VOCÊ  da TV Imigrantes a médica do PSF Jardim das Acácias Dra. Ana Flávia fez uma entrevista cujo tema abordado foi a Geriatria como especialidade médica voltada ao cuidado do idoso .
























terça-feira, 26 de outubro de 2010

Palestra Saúde da Mulher

Nesta terça dia 26/10/2010 foi realizado no CRAS Palmeiras uma palestra com Doutora Ana Flávia Ribeiro sobre o Programa de Saúde da Mulher , onde foram abordados temas como o Auto - Exame das Mamas , Coleta de Preventivo , Menopausa e Higiene Corporal .






                                   


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Avisos da semana

 Palestra sobre saúde da mulher com grupo de mães do CRAS nesta terça dia   26/10/2010 - Dra. Ana Flávia Ribeiro

 Entrevista sobre geriatria TV Imigrantes esta quarta (27/10/2010 ) 10 hs da manhã - Dra. Ana Flávia Ribeiro

Saúde e Atenção ao Idoso

Praça de exercícios do idoso


A praça de exercícios para foi criada pelo Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo, com o principal objetivo de prevenir quedas. Tivemos o apoio da Nossa Caixa, Secretaria da Agricultura, Assamapab, Secretaria do Meio Ambiente, através do Instituto Florestal, com o fornecimento de eucalipto tratado.
Ao envelhecer ocorrem diversas mudanças no organismo que o predispõem à queda, como:
1.        Fraqueza muscular de membros inferiores.
2.        Alterações do equilíbrio.
3.        Diminuição dos reflexos.
4.        Alterações da marcha.
5.        Alterações da preensão manual.
A recorrência das quedas na população idosa acarreta restrições funcionais seguida de isolamento social, podendo piorar estado pré-existente, cardiovascular ou de depressão.

Objetivos

A criação da praça de exercícios do idoso  foi desenhada para permitir a realização de exercícios físicos sem acompanhamento de especialista, com objetivo de:
  • Melhoria do equilíbrio e da marcha.
  • Fortalecimento de musculatura proximal de membros inferiores.
  • Melhoria da amplitude articular.
·         Aumento de flexibilidade muscular.

Estatísticas

No Brasil 32% das pessoas entre 65 e 74 anos já sofreram queda, cuja frequência aumenta com a idade.
A queda representa a principal causa de morte por acidente na população idosa.

Atividades

A Praça compõe-se de seis estações com placas autoexplicativas para a realização segura dos exercícios de prevenção.

Estação Barras Paralelas: Facilita a marcha e melhora o equilíbrio.
Estação Senta-Levanta: Fortalece os membros inferiores e facilita o deslocamento.
Estação Rampa-Escada: Aumenta a independência para atividades de vida diária e facilita o deslocamento.
Estação Ergometria: Melhora/mantém a flexibilidade e o movimento das articulações das pernas.
Estação Placa Giratória: Melhora/mantém a flexibilidade e o movimento do punho e do antebraço.
Estação Escada para Dedos: Melhora/mantém a mobilidade dos ombros e a extensão do braço.